segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Abandono

É assim que segue a vida de quem vai
E ficamos mesmo sem alternativas palpáveis
Mesmo no avesso dessa sua alternativa contrária
Não consigo ouvir os sons de minha vitrola muda
Queria tentar mostrar
O que tenho de ver
Pra que possa então
Então?
Ah! Parece entender
É a existência de uma negação
Que nega a própria negativação do espaço
Quero sim é você ao meu lado
Então não precisa ir
E nem mesmo ficar, apenas me olhe
Aperte minha mão através do mundo





E esteja comigo no infinito.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tiragem

Por que parece então
Como num jornal feito em vão
Que eu não irei mais ser
Nem seu nem de ninguém

Será que sou feito assim
Pra ser folheado sempre
Por muitos leitores
Sem que pertença a qualquer deles?
Será que sou estranho assim
Folhas soltas num universo imerso
Nesse fim sem palavras legíveis
Pertencentes ao vão
Que não podem ser um vagão e
Me levar pra algum lugar?

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lados Optantes

Em teoria é algo dito
Que confronta logo o que não pode ser
Em teoria é algo vindo
Que não pode chegar por confrontar o real
Logo temos uma equação sem final
A fronteira entre a sanidade e o formal
E diriamos sempre nessa velha e tola historia
Que podemos fazer de tudo
Mas onde fica a parte do pensamento
Na racionalidade que nos algema
Nesse taxado mundo de limitações?

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

F............T ïngimento

Essa esquina interminada
Jogada ali pra me fazer confuso
Perdido numa linha de pensamento
Linha, traço, reta, retângulo
pois angular se faz meu sentimento
Tem vertice e lhe encobre

As vezes o mesmo que é
Pode ser aquele que distoa
Pra que pensar em coesão
Se o maximo que podemos
E ficar perdidos em meio a palavras

Lutando contra a batalha
Não preste atenção ao redor
Deixe as espadas atravessarem
Carne, sangue e desespero
O sangue mancha tua alma
A carne suja sua pureza
e o desespero
Loucura causa

E mesmo tendo certeza
Tenho que encarar essa evasão
Pelo lado que se presta
Meu angulo é por demais obtuso
Pelo jogo que joga
meu corpo está demais multilado
Pela esmola que me dá
Mostra-me o tormento
Atormenta-me a esse destino
Fadado ao delírio

constante inconsistencia de palavras que nada descrevem apenas nos mostram a insanidade
Constante insanidade que nos mostra que palavras podem mesmo dizer algo
Constante conjuntos de palavras feitas pra te dizer algo inteligivel
Constraste entre o dizer e o dito

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Consumido Consumado

Existe em tudo um caminho
Nesse lugar escuro
Onde nem mesmo vejo você
Tenho medo, muito isolamento
Mas calor, sim esse transcede
É a presença que se faz necessária
Ficamos então perdidos
Pensamos no que não queremos
Naquilo que não podemos
Exato momento onde podemos
Devemos
Iremos
e chamaremos
Pelos nomes ancestrais
Quero ser puxado pra fora disso tudo
É a mão que sempre estendo
Livrai-me de toda a dor
Que eu lhe tiro o sofrimento
Livrai-me de toda essa melancolia
Que lhe abraço forte (quero que sinta meu calor)
Livrai-me de toda essa revolta
Eu posso e sei que quero
Livrar seu coração da dúvida
da dívida
Preenchimento de tal forma que
Nem mesmo parecerá novo
Tenho cola, tenho mãos, tenho você.

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domingo, 3 de maio de 2009

Passagem

Somente o memso instante dado agora
Poderia se repetir num lapso de tempo
E assim mesmo, eternamente, seriamos fadados
A perder
E a jogar
A tentativa excessiva, não é livre de falhas
Mas também não é certeza de acertos

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sábado, 11 de abril de 2009

Sensibilidade, descontinuidade, (des)estabilidade

amor
que ultrapassa
tudo que possa ser sentido
amor que diz
que não importa sua condição
apenas ilumina
amor
que nos faz querer bem
que nos faz querer ver um sorriso
que nos deixa estasiados
apenas por um abraço
amor
vive na imaginação
tem partes espalhadas, não pode ser juntado
não pode ser medido
nem mesmo classificado
os espertos se apaixonam
os idiotas amam
porque amar
e não querer pra si
é apenas observar e sorrir
é um modo de lhe dizer quero você bem
mesmo que esteja longe de mim!

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