Abandono
Ah! Parece entender
É a existência de uma negação
Que nega a própria negativação do espaço
Quero sim é você ao meu lado
Então não precisa ir
E nem mesmo ficar, apenas me olhe
Aperte minha mão através do mundo
E esteja comigo no infinito.
Por que parece então
Como num jornal feito em vão
Que eu não irei mais ser
Nem seu nem de ninguém
Em teoria é algo dito
Que confronta logo o que não pode ser
Em teoria é algo vindo
Que não pode chegar por confrontar o real
Logo temos uma equação sem final
A fronteira entre a sanidade e o formal
E diriamos sempre nessa velha e tola historia
Que podemos fazer de tudo
Mas onde fica a parte do pensamento
Na racionalidade que nos algema
Nesse taxado mundo de limitações?
Essa esquina interminada
Jogada ali pra me fazer confuso
Perdido numa linha de pensamento
Linha, traço, reta, retângulo
pois angular se faz meu sentimento
Tem vertice e lhe encobre
Somente o memso instante dado agora
Poderia se repetir num lapso de tempo
E assim mesmo, eternamente, seriamos fadados
A perder
E a jogar
A tentativa excessiva, não é livre de falhas
Mas também não é certeza de acertos
amor
que ultrapassa
tudo que possa ser sentido
amor que diz
que não importa sua condição
apenas ilumina
amor
que nos faz querer bem
que nos faz querer ver um sorriso
que nos deixa estasiados
apenas por um abraço
amor
vive na imaginação
tem partes espalhadas, não pode ser juntado
não pode ser medido
nem mesmo classificado
os espertos se apaixonam
os idiotas amam
porque amar
e não querer pra si
é apenas observar e sorrir
é um modo de lhe dizer quero você bem
mesmo que esteja longe de mim!
© Blogger templates ProBlogger Template by Ourblogtemplates.com 2008
Back to TOP