sexta-feira, 27 de maio de 2016

Para[l]Elos

Eu ando sem segurar
E tuas mão estão sempre prontas
O olhar me guia proutro mundo
E a voz

Ouça me cantar mais uma vez
Aqui do seu lado
Entenda-me completamente
Quando olhas para minha alma

Juntos, separados, misturados
Mas minha mente não vagueia
Nem sob a sombra nem sob o sol
A lembrança sempre me guia
Só faça e seja
Me caça e esteja
Não larga e deseja
Me laça e me beija
Só não deixe sem mistura
A reação é balanceada
E a resultante me excita

Traz teus braços e tua vida
Mas não quero que digas
Vem pra perto de mim
Mas não corra não fuja
Pois posso ser louco

Mas és o que me sus.tenta

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ab.nega.ação

Fortes são os sentidos
Porque quando damos direção ao sentimento
Ele acerta em cheio o rumo do vetor

E então ele é ruminado

Nesse regurgitar a gente se perde
Pois o corpo não é preparado pro espírito
Não, nossas almas são interligadas

Mas porque então
A certidão não vem
E o certo fica perdido nessas curvas
Tão lindas quanto um bosquie
Onde quero me deitar
Deverias, apenas
Não me machucar com espinhos
Minha flor não é resistente


O corpo sangra

É doação

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Con[cupi]scência

Sai daí
Em dias de frio eu quero o sol
Em noites gélidas
Seu corpo pra me aquecer
No meu cantar
Ouça meu amor
Essa dança eu fiz pra ti
Esse laço é pra nos juntar
E no enlaço
Juntos nossos corpos

Me ch.ama, me infl.ama
Sem pudores
Me m.olha, engole
Come.ça

E não deixe asssim
Sem fi[m]nalidade

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Morada Efêmera ou Me dá a mão?

Vou assim de peito aberto
Enfrento o vento
Corro na chuva
Ando descalço
Mas não, não há paradas
Se eu paro foi porque te vi
O teu rosto fica gravado
Tua voz ecoa em meus tímpanos
E teu cheiro toma conta do meu ser
Parando assim todo o tempo
E porque então

Fica ai me olhando com carinho
Sem me dar a mão para que eu desacelere
Basta querer e eu fico
Se me disser que é
Preciso ouvir o que quer
Assim não há frio
Machucado meu coração exposto não ficará
Mas se eu continuar

Preciso de ter um corredor por vir
Pra me alcançar, acompanhar
E nele portas para o futuro.

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terça-feira, 24 de maio de 2016

R[p]ecados curtos

O frio atravessa a alma
Mas sempre há
O c(l)al(m)or de um abraço
Apertado, mandando pra longe
Tudo que possa não ser
Surge então
No fundo da sala o sinal da esperança
Será que é isso mesmo?
Destino, como es brincalhão
Essas peças que você traz
Não, fazem parte do meu quebra-cabeças
Pois na metáfora do coração
Quem se parte é a sanidade.
Repetição, pois esse calor foi o que ansiei
Reflexão, loucura pelo desejo
Aperto, somente o de teus braços

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Nesse tempo-temporal desnecessário

Não faço negócios na solidão
Se ela te move
Aproxime-se ou se vá
Caso contrário vou
A.parar
Essas amarras nas quais se envolve
E o esconderijo da tristeza se faz

(N)amarra não quero nada
Mas não deixe o sentimento
Numa tarde dessas me deixaste
Tão feliz que eu pensei
Então
O que faço hoje aqui
De quem fui e fugi
De quem eu resgatei

Deixados de lado sentidos
Despertadas são sensações
Na medida em que mesclo a ti

Faz de seu coração forte
Pois a cada batida
Seu seguro se desfaz

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terça-feira, 17 de maio de 2016

Fractal lírico

Não sonegue um olhar
Apenas devote beijos direcionados
O cérebro cria o vício de sua saliva
E entre braços, as mãos já se guiam
Sem se preocupar com a voracidade
O momento é eterno
O tempo se congela
As lembranças são feitas pela intensidade
O corpo pede movimento
Gera ação
Continua reagindo
E replica

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