domingo, 23 de outubro de 2016

En.c(a)ont[r]o

O que faço no meu passo
O que passa no meu traço
E se traço um abraço
Sendo rota, sendo peça
Faz-se presente
Preza minha presença

Do que se trata seu olhar
Pois quando foge do meu foco
As pupilas se perdem
E não vejo através
O quão estás quando comigo?

Conto
E após inúmeras vezes
Vejo que há espaço
Sinto que é querer
Mas apenas sob[r]e (e) estima
E nisso peso
Com isso troco
E disso saio

Mas no leve palavreado
Denso e rico
Transit[o].[not]ório
De afetos e vontades
A minha mão se troca
E nisso me toca
Mas porque não?

Tua pele arrepia minha alma

Mas no insta.[vel].nte da inde.[cência].cisão

Fita me com tuas janelas
Deixa nossa essência assim

É no acaso que há caso.

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domingo, 16 de outubro de 2016

Sina.[l] Verde

Deixe a correnteza fluir
Leve me até onde tu sorri
E nessa leva de atitudes
Dê me aqui sua mão

Segura, é alto
Seguros estamos
Lembra sempre disso
O sonho é vivo
E nossa existência
Veio aqui rimando
Coincidências

Abre espaço e tenta
Cobre a estrada e vai
Velocidade não se controla
Controle não se força
Quando a força usamos
Podemos quebrar
Ou objetivos alcançar

Mas onde está a mediação?
Mede com teu sorriso tua felicidade
Trás pra mim teu olhar
E aperta meu corpo com teus braços
No fim apenas quero
Te ouvir respirar
Calma.mente

Mas porém, fica
E firma aqui teu céu
Pois no firmamento declarado

Infinito contenta.[fir].mento

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Etern[a].idade

Insana é a tentativa
Alcançar estrelas
Pular muretas
cintilar

Mas na combustão
Se esvai parte da vontade
E fico
A tra.ficar

O que brilhou os olhos
In.sensatez limitada
Eu vejo daqui asas caídas
Eu não vejo o sangue

Mas aquela liberta vontade
Ela o salvou alguma vez?
Talvez nem mesmo o equilíbrio
des.vario no senso

E a gente se perde
Ou se tece
Formando sempre uma velha roda
Só queria

A.ventura

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

[F]Cui.dado

Em.prego esforço em vão
Tento equilíbrio
Onde há uma reação em cadeia
Tamanha era a passada
Que cedi

A.barco o mundo
E nesse mar de sentidos
Trans.[t]formo

Nem mesmo a fonte
Conseguiu segurar o que passou
No absurdo do turbilhão
Satisfação vem
E sempre de onde se consegue
De lado fica
Vontade

Abraça o que te apraz
Mas no fundo
Sempre há aquele
Que em des.vario faz
A mente se perde

Emprega essa força
No que te firma no chão
Pois o que te sustenta traz leveza

Escor.rega coração meu
Não há fulgor


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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Delira.(a)nte

A lâmpada brilhou na madrugada
Foi minha imaginação?
Tentei desviar dessa luz
Mas não

Senti sua energia, fui tragado
Servi a teu propósito
E nesse conectar elétrico
Frenético
Movimentei minha vontade
Foi tanto esforço que
Insuficiência

Mas o que era aquilo?
Acho que curto
Mas ainda estou com as ligações

Tanta energia
Cinética
Eletrizante

Acordei de uma noite intensa
E descobri que era
Não é preciso orgasmo
Nem mesmo pretexto

Vamos deixar as luzes acesas

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Temp(l)o

Acalma-te ai coração
Não é hora
Não é dia
Nem é

Acalenta outra alma coração
A tua tem calor próprio
E o vento é frio
Não é mais proteção

E no dia em que se aquieta
Eu penso no que vivi
E no que verei
Será que talvez um dia?

É voz que não se cala
É sentimento que não para
É a vida que pulsa

Mê de um abraço apertado
Me fala o que pensa
Afasta o meu frio

tr.amo aqui
Mas não deixa de ser
A pulsação de nós

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Coragem [ou medo]

E quando o sorriso não vem
Pois acordei sozinho
É quase uma valsa
Mas sem um par

Teria eu tido asas?
Teria eu voado
Seria o que teria?
Seria nós

O mesmo que eterniza
Pode me entediar
Pois a prática da vida
Nós coloca sempre a navegar
Nesse mar do tempo onde
Presente é dúvida
Passado é futuro
Prefiro evitar

Ama(r)rei sempre o que me faz bem
Mas nesses nós as vezes
Saem algumas feridas
Outras vezes sangra

Pensando agora
Anseio
E aquele abraço apertado
Os lábios mais que preparados para os meus
Ou mãos ávidas
O olhar, no encontro
No êxtase

Encontro sua boca no trilhar do meu sentido
Seguro sua mão como se
Agora penso numa palavra que descreve
Não há sens(o)ação

O risco vale calor que emana dos corpos

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