segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O giro
domingo, 3 de outubro de 2010
De todo, não é lógico
Estive ainda prestes a entregá-la
Muito do que se passa aqui ainda não é visto, ouvido, sentido
Fiquei esperando algo diferente mas o que tive
É sempre o de sempre, sempre algo que nunca ocorre.
Uma simples correspondência falha, um erro letal de um protocolo social
Algo como uma criação pararela, como uma parte impar dessa relação
Eu vi o céu e nele senti seu azul
Corri até a fonte para da agua beber, mas não tinha agua
Sua estranha presença me acelera e me estranha
Complicado, é ter que sentir algo que não existe
Além da abstração está o mal absoluto, a perda de sentido
Não estranharia se, isso tudo fosse um sonho
Eu então apenas segurando sua mão
E olhando seu sorriso durante o sono
Um estranhamento de uma realidade
Gostaria de conhecer o que pode ser conhecido
E sentir mais o que me é sutil e passa despercebido
Meu eterno desperdicio de sentido, por causa de sentimentos
No que diz respeito a viver, a solução vai sempre ser se perder.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Erro 404, conexão lenta, acho que é só trocar os cabos de acesso
Fico aqui a pensar
Será que meu pensamento pode mesmo estar
Querendo com tudo acabar
Se eu penso não esqueço
Se eu sinto esse apreço
Sem que possa assim parar
De em você, então pensar
Se é que é possivel esquecer
Aquele em que focalizo o bem querer
Já que com você não sei se ficarei
Ao menos o bem lhe desejarei
Segura assim, minha mão
Vem me abraça meu irmão
Pois se não posso de você esperar
O sentido oposto do meu pensar
Sentimento que poderia retornar
Não creio que meu carinho por ti
Irá apenas acabar...
sábado, 1 de maio de 2010
Tempo que não passa
Tempo esse que não conta, não se move
Quando com você estou nem mesmo a vida corre
Serei então predestinado a esperar sempre um movimento
Seu antes de partir ao proximo ato
Seria eu então um compositor
Que sem orquestra é obrigado a cantar sempre à capela
Como quase uma vazia sombra perdida no palco
Esse velho e repetido espetáculo
Onde tudo o que sou se desfaz
Onde tudo que penso é em fazer-me algo
Ser o que sou pra você
Ou ser eu mesmo, para que pense que eu não
Eu queria poder pensar como um tradutor de sentidos
Ou um transmissor de sentimentos
Queria poder usar da maldade pra mata-los
Mas tudo que posso fazer
É padecer na constante instabilidade de seu olhar
Como me fazer um caminho para o labirinto onde se perdeu?
sábado, 17 de abril de 2010
Balada muda das coisas belas
Como posso calar essa mudez que tanto grita
Quando tudo que quero é essa melodia em meus ouvidos
Como posso dizer que quero ficar perto da distância
Se ela me apunhala como um frio assassino
Poderia eu dizer assim, que não quero enfim
Poderia eu ser alguém, aqui longe, longe de mim
Afastei-me de tudo pois sem a presença que me importa
Tudo mais é insuficiente
Deixei de lado o meu eu
Pois sem ter, não consigo ser
Corri uma imensa distância com essa flor em mãos
Apenas pra que ela não morresse
Somente para que sua beleza refletisse nela
Somente para assim lhe dizer
Que eu apenas queria fazer você saber
O quanto eu quero agora, ficar com você Read more...
sábado, 27 de março de 2010
Um estranho, desconhecido caminho
Eu não queria entrar
Não queria nem mesmo passar ao lado daquela escura e estranha passagem
Mas mesmo assim me aproximei
Fiz-me valente ao enfrentar o que não era meu medo
Tentei desvencilhar-me daquilo que ficou impregnado
Um vácuo parecia querer me prender quando eu consegui ver uma luz
Bem ali naquele monte de sombras mórbidas
Eu segui aquela direção, mas de repente, fui pego com um golpe na cabeça
Sem saber de onde ele vinha me descobri novamente perdido
E sem ter mais pra onde voltar sentei,
E chorei
Sem mesmo pensar em como sair
Ao mesmo tempo em que sou levado em direção a um perigo iminente
Sinto um estranho e sádico prazer
Sádico prazer para sentir dor
Açoitando somente aquilo que me resta para manter a lucidez
E minha visão turva-se quando tenta distinguir imagens
E meu passo já não mais cabe em chão algum
Estou novamente no seu rastro
Sua luz brilha onde minha presença se faz.
Levarei sempre essa luta adiante
Até que me peçam, para baixar minhas armas
Muito sangue já foi jogado fora.
