segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Etern[a].idade

Insana é a tentativa
Alcançar estrelas
Pular muretas
cintilar

Mas na combustão
Se esvai parte da vontade
E fico
A tra.ficar

O que brilhou os olhos
In.sensatez limitada
Eu vejo daqui asas caídas
Eu não vejo o sangue

Mas aquela liberta vontade
Ela o salvou alguma vez?
Talvez nem mesmo o equilíbrio
des.vario no senso

E a gente se perde
Ou se tece
Formando sempre uma velha roda
Só queria

A.ventura

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

[F]Cui.dado

Em.prego esforço em vão
Tento equilíbrio
Onde há uma reação em cadeia
Tamanha era a passada
Que cedi

A.barco o mundo
E nesse mar de sentidos
Trans.[t]formo

Nem mesmo a fonte
Conseguiu segurar o que passou
No absurdo do turbilhão
Satisfação vem
E sempre de onde se consegue
De lado fica
Vontade

Abraça o que te apraz
Mas no fundo
Sempre há aquele
Que em des.vario faz
A mente se perde

Emprega essa força
No que te firma no chão
Pois o que te sustenta traz leveza

Escor.rega coração meu
Não há fulgor


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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Delira.(a)nte

A lâmpada brilhou na madrugada
Foi minha imaginação?
Tentei desviar dessa luz
Mas não

Senti sua energia, fui tragado
Servi a teu propósito
E nesse conectar elétrico
Frenético
Movimentei minha vontade
Foi tanto esforço que
Insuficiência

Mas o que era aquilo?
Acho que curto
Mas ainda estou com as ligações

Tanta energia
Cinética
Eletrizante

Acordei de uma noite intensa
E descobri que era
Não é preciso orgasmo
Nem mesmo pretexto

Vamos deixar as luzes acesas

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Temp(l)o

Acalma-te ai coração
Não é hora
Não é dia
Nem é

Acalenta outra alma coração
A tua tem calor próprio
E o vento é frio
Não é mais proteção

E no dia em que se aquieta
Eu penso no que vivi
E no que verei
Será que talvez um dia?

É voz que não se cala
É sentimento que não para
É a vida que pulsa

Mê de um abraço apertado
Me fala o que pensa
Afasta o meu frio

tr.amo aqui
Mas não deixa de ser
A pulsação de nós

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Coragem [ou medo]

E quando o sorriso não vem
Pois acordei sozinho
É quase uma valsa
Mas sem um par

Teria eu tido asas?
Teria eu voado
Seria o que teria?
Seria nós

O mesmo que eterniza
Pode me entediar
Pois a prática da vida
Nós coloca sempre a navegar
Nesse mar do tempo onde
Presente é dúvida
Passado é futuro
Prefiro evitar

Ama(r)rei sempre o que me faz bem
Mas nesses nós as vezes
Saem algumas feridas
Outras vezes sangra

Pensando agora
Anseio
E aquele abraço apertado
Os lábios mais que preparados para os meus
Ou mãos ávidas
O olhar, no encontro
No êxtase

Encontro sua boca no trilhar do meu sentido
Seguro sua mão como se
Agora penso numa palavra que descreve
Não há sens(o)ação

O risco vale calor que emana dos corpos

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Des[se].tino

O anjo que arranca as asas para no amor cair
Encontra o solo mas está feliz
Ele não mais voa por ai
Ele vem, ele fica
Flutua na presença de ti
E alça voo em pensamento
Pois a visão de teu olhar
Faz com que rumos deixe de ser
E sentidos deixem de ser necessários
Pega e segura a mão
Sem balançar, só deixa ser
Pega esse sorriso que coloca em mim
E sorri junto pois não há
Maior alegria que ser
E o (a).mar

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[In]devido

É no teu colo
Onde me coloco
E no teu ombro
Minha mente desvia

Quero estar próximo
Quero ficar junto
Quero abraçar tua alma
Quero união

Eu canto pra ti
Do canto onde estou
E conto aqui
Sobre a contagem que faço

Meu anseio é teu olhar
E o sorriso que irradia
Quando os olhos se encontram
Sempre que

Mesmo no dia, mesmo na luz
A sombra não é
O temor da visão

Não há medo
É recl.amado teu toque
Sem pre.sumir

Continue, mesmo que a rua seja contra-mão
Minha placa tem registro
Mesmo na proibição

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