segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Tr.i.unfo.

A loucura me fez pensar ter asas

Porém o céu não alcancei
Cai em todas as tentativas de vôo
Desmoronei ao perder o que não tive

Prostrado em um lugar comum
Resgatado por um abraço caloroso
Eu vi

Do céu a beleza irradia
Do céu posso ver o mundo

Várias vezes eu tropecei
Em cada uma tive uma chance
A cada falha uma mão a mais
A cada mão meu coração se fortalece

O mundo pode não ser perfeito
Mas de que vale perfeição quando somos únicos
de que vale sanidade
Quando minhas asas imaginárias podem me fazer voar.



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domingo, 26 de outubro de 2014

Ama [rra] do

Sinais jogados ao céu avisam
Sina essa que é
Cada laço firmado
Trás também um nó desatado
Se chegou até aqui
Com constante hesitação
E dessa vez não encontrou

O sentido que procura pode ser minha mão
O caminho que deseja pode ser a perdição
O pecado que almeja sou eu
Me chame à sua presença
Me una ao teu corpo

Por ti rezarei
A ti levarei
desnudo como nasci
esse amor que pari

Atado a seu olhar
Encontro agora com meu desejo
confronto agora todos os medos
Só então consigo tocar-te

E o conforto da tua mão
Essas descompassadas batidas em seu peito
Esse ar de felicidade repentina
Gosto de sentir seu sorriso quando num abraço
Me uno ao teu ser
Me faço


Seu


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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Teria eu tido asas?

Daqui não vejo mais ninguém
Escuridão
O tempo não existe
O real é abstrato demais para ser acreditado

Daqui onde estou não vejo a luz do dia
Mas num momento de vislumbre sua luz me tocou
Um breve instante que moveu meus ponteiros
Luz

Já tive asas?
Alias, porque uso tempos verbais na falta de tempo?
O que é passado ou futuro, presente...

Daqui de onde te vejo só vejo a sua luz
Sigo o caminho pra cima, na saída do poço da solidão
De onde tentei de maneira vã
Sair de mim mesmo, escapar da minha própria escuridão

Meu pavio está sem fogo
Minha luz foi roubada, bem como minhas asas
Mas aparentemente isso foi (ou é) algo irreal
Você me viu pela minha luz, que acreditei que já tivesse esvaído
O buraco era nada mais que a escuridão da minha vida
Se fazendo presente e forte
Obscurecendo pensamentos
Me cegando pro tempo
Me fazendo perecer

Daqui agora vejo o mundo
Não mais tenho medo do escuro
Daqui vejo você
Que veio como um fósforo me reacender
Daqui vejo você
Pois com seu abraço, mesmo cego, eu nunca iria me esquecer.




No momento em que levo ao céu
Você me mostra sua luz
No momento que estamos em terra
Você fortalece a minha

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Presente passado por Futuro

O tempo que nos é dado é o da permanência
Somos efêmeras presenças fadadas a encontros aleatórios
Somos etéreas frequências jogadas ao encontro do fugaz

O que dizer sobre a eterna consciencia que nos habita?
Ou sobre a velha certeza que nos destrói?

Talvez o tempo que nos é dado seja o da aderência
Para que possamos ter ao menos um pouco de certeza
De que não somos almas desgarradas
Destinadas a vagar sem rumo
Sem sono
Sem vida

O tempo é ele mesmo 
Ele não pede
Ele apenas faz
E trás
Atrás
O que você não poderá mudar

A vida é o aceitar da imutabilidade temporal
Efêmera, passageira, derradeira.

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dado um instante, eu sonho.

Nem dado um dado pode ser
Ou seria dado aquele que já é de outro
Talvez um dia a escuridão se borre
E com claras manchas apagadas por borracha
Se esfole em falta de sombra

  Dados sem números, dados vazios
  Dados não rolados, não salvos

Achei que pudesse ignorar o vazio
Mas no fim ele se resume a isso
Um dado incompleto
Sem numeros, cego
Que rola eternamente
Circulando pelo armazenamento
Fugindo do medo
Medo

                                                       Sozinho
 

Sem medo não vivemos, sem medo não construimos
Acho que nesse exato instante
Apenas nada preenche meu dado vazio.
 

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Meta-[de]

Havia então uma historia
Sem tempo
Sem cor
Sem dor
Sem flor

Havia então um pretexto
Sem rima
Sem nada
Perdido no tédio

Parecia que não havia mais linha
Nem divisão do que é
Nem aviso do que pode ser
Havia...

Há uma verdade
Mesmo que para uma parte
Onde a divisão é mais que separação
É a mesma rima que tira o tédio
E a mesma cor que ausenta a dor
Pois o tempo agora é das flores

Acho que é um aviso
De que o nada se transformou na linha
Que me liga ao outro lado
Que conecta

Uma essência a outra
Como se não houvesse limites
Como se não existisse
Outro método metaforico

Quase um número inteiro.






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domingo, 5 de agosto de 2012

Seu futuro, meu (presente)

E a que reage teu coração?
Paixão, tesão ou incerteza?
Será que isso pode ser medido,
ou ser feito com inocência?

E a que responde teu coração, se não
Ao que teus olhos desejam
Ao que tua boca clama
Ao que inquietantemente sua mão quer tocar

A distancia que fica entre minha respiração e a de quem desejo
Nem sempre é segura, nem sempre é distante
Só assim se tem certo
Se o sentimento é compartilhado
Se o desejo é vivido

Gostaria de poder lhe tocar
Mais do que olhar
Além do pensar
Somente para viver

                                                                                                     Você realmente me vê?



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