quarta-feira, 11 de maio de 2016

Qu[ando] [com]eçamos os sorrisos

O canto da boca que se inquieta
E então ele se apressa a sair
Aquele brilho certo quando
É o ponto de minha fuga

Nas linhas de perspectiva eu vejo o céu
E da ponta do nariz os teus olhos
Lábios que se juntam, assim, de maneira simples
E as mãos inquietas, essas sempre se encontram

De um canto onde nada poderia ser
Surgiu um algo que pode de tudo parecer
Mas de que valem os títulos e conquistas
Quando nomes são necessários

O céu daqui, é tua imagem
E tua carícia o vento
Acalanta-me com um abraço
És mais capaz que pensas
Pois esse sorriso imperfeito
É

O presente é sorrir.

Read more...

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O que os olhos [não] dizem

O que me moveu não foi sua força
Apenas me tocaste para que
Dentro de mim, aqueles velhos mecanismos
De mortos, revivessem

A energia que passou foi estrondosa
Demorou, mas as coisas se ajustaram
Agora posso saber que o movimento
Queria se desdobrar mas estava impedido

Esse olhar, essa voz, essa paixão
Mostraram a uma alma penada onde pisar
Levaram embora alguns fantasmas
Decididamente não há como não amar

E agora meu bem
O que fazer para chegar
Seria mesmo um cruzamento...
Ou laçadas estão nossas vias?

Read more...

Quando (não) há


Quando os cabos se rompem
E o sinal sem fio está bloqueado por algo
A gente tenta fazer a conexão manual
Que nem sempre possui gestos suficientes

Quando me quebrei, pensei que pudesse ser colado
Mas na verdade a metáfora não foi certa
Cola em mim, comigo, mas não me cola
Seu olhar me quebra, pois não resisto

E aqueles eletrodos esquecidos
Estão agora monitorando
Só medem minha frequência
E frequento então

Reconheço aqui uma ligação
Reconecto-me ali de antemão
Contudo, algumas vezes
Nem tudo é presente

A relação de duas almas acontece no olhar

Read more...

Bar[ato] e Fr[ágil]

Sinto um estranho prazer quando saio
E cruzo com quem encontro
Os olhos não chegam a se tocar
Mas a sensação toma o corpo

Fico pensando ao te olhar
Acho que por não ser vulgar
Não só você mas a maneira como olho
Pode ser o mecanismo que falta, a engrenagem

Fica ali solta, girando e esperando
Quer que a toquemos juntos
Aciona em mim a manivela
Acende em mim essa vela
Passa a noite a me velar

Será que assim, enfim
Perco o sinal ou flechamo-nos então.

Read more...

terça-feira, 3 de maio de 2016

[] Fumo

Se trago seu estrago
Lhe trago presente
Se estou no passado
Por que então pensa no futuro?

Com a respiração curta, penso
Com a expiração entrecortada, canto
E você ai do seu canto apenas olha
Curtindo talvez, cada acorde de minha voz

Mas se um dia te respiro
Noutro tens que me inspirar
Se a vida me trouxe a ti
Talvez o presente tenhamos de juntar.

Read more...

quinta-feira, 28 de abril de 2016

En.canto

Sigo planando próximo ao céu
Num surdo estampido eu me percebo
Asas imaginárias que me levam
Ao céu meticulosamente figurado
Impulso

O outro lado é sempre inverso
O frio corta a alma e rasga a carne
O fio da navalha arranca partes
Meus olhos vidrados não enxergam
Perda

Agora que foi despertado eu não mais controlo
A chama que acendeu em mim foge a qualquer limite
Fogo fátuo, salamandra ou uma brasa
Me dê seu corpo sem cuidado,
O calor que sentirá é agradável como a noite
Fato

Read more...

Cria(ção)tura

A noite é como estar sozinho no meio do nada
na agua
ficamos imersos e apagamos o que não nos cerca
Nem mesmo na imensidão de possíveis acontecimentos
A cabeça perde a sintonia do que sente a alma
mesmo com calma
Ainda penso para além

Olho pro silêncio e ouço a imagem
Canto movimento e grito com meu mover
Mas nada disso faz sentido
Apenas desejo bem querer
E olhar pro que fiz
Pro que posso fazer
E talvez dizer:
-Grava isso na memória, risca onde não vai apagar. Nem o tempo acaba com o que deve ficar.

Read more...

  © Blogger templates ProBlogger Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP